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OBESIDADE INFANTIL


Considerada uma epidemia global moderna, a obesidade infantil tem atingido um crescente número de jovens. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 43 milhões de crianças até cinco anos apresentam sobrepeso. Já no Brasil, a situação também é alarmante, pois 30% dos pequenos, incluindo adolescentes, são obesos.

Fatores genéticos e hormonais são elencados como alguma das causas para a doença, entretanto, por meio de inúmeros estudos ao redor do mundo, médicos e pesquisadores chegaram a uma única conclusão: os maiores responsáveis pela obesidade ainda são a dieta desbalanceada e a falta de exercícios físicos, hábitos normalmente endossados pelos pais.

Os padrões mudaram, pois hoje as crianças são mais sedentárias e pelo menos 90% das menores de dois anos ficam muito tempo na frente do computador e da televisão”, explica a nutróloga e pediatra Claudia Gazal ao portal Uol Saúde.

Vida agitada desde a infância

Vistos pelas crianças como modelos a serem seguidos, os pais são peças-chaves para transformar esse cenário. Além de efetuarem uma reeducação alimentar na dieta familiar, eles também podem incentivar os pequenos à prática esportiva – uma forma de equilibrar a matemática entre calorias ingeridas e calorias gastas durante o dia, evitando, assim, o sobrepeso.

“Vários trabalhos ressaltam que as crianças que passam muito tempo assistindo à televisão, no computador ou videogame terão maior probabilidade de se tornarem crianças obesas quando comparadas às que brincam ao ar livre ou que fazem esportes”, explica a endocrinologista Glaucia Duarte ao portal Minha Vida.

Porém, a prática esportiva não deve ser exaustiva. O ideal é que ela seja vista pela criança como um momento de lazer e alegria. Aulas de natação ou vôlei são algumas opções que permitem que os jovens movimentem-se bastante e interajam com outros indivíduos, melhorando, assim, sua autoestima e o senso de comunidade. “Os jogos como o futebol, o vôlei, o basquete e outras atividades como andar de patins, bicicleta, pular corda e bambolê, entre outras, são extremamente positivas para o tratamento. Criança precisa brincar, movimentar-se e correr para melhorar a coordenação motora”, destaca a endocrinologista Carmen Assumpção à revista Viva Saúde.

Caso o jovem já tenha sobrepeso, sugere-se um programa regular com, no mínimo, três aulas esportivas com duração de uma hora cada. No entanto, a periodicidade deve sempre ser revista junto a um médico pediatra, para evitar que a criança fique sobrecarregada.


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